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 NUTRIÇÃO NA ONCOLOGIA

 

 
Nutrição na Oncologia
 
Mais do que em qualquer outra situação, na doença oncológica a alimentação assume um papel primordial na manutenção da integridade do organismo. A perda de peso associada a uma doença pode provocar conseqüências bastante negativas e é preciso fazer o possível para contrabalançá-la. Em certas ocasiões, recomenda-se aumentar a ingestão de alimentos e fazer uso de complementos alimentares para compensar o aumento das necessidades nutricionais produzidas pela doença e seu tratamento.
 Entretanto desfrutar de uma boa nutrição é fundamental em todas as etapas do tratamento, podendo:
      • prevenir ou evitar perda ou ganho de peso excessivo
      • promover uma melhora na resposta imunológica para combater uma possível infecção
      • favorecer para que o seu corpo restabeleça os tecidos normais lesados pela quimioterapia ou radiações
      • ter energia para recuperar-se rapidamente
      • tolerar a sua terapêutica com poucos efeitos secundários
      • sentir-se bem, ter uma melhor qualidade de vida.
A base de uma boa alimentação consiste em combinar todos os tipos de nutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras) nas proporções adequadas somadas a uma quantidade suficiente de vitaminas, sais minerais, e fibras. É preciso assegurar também uma ingestão suficiente de líquido (água, chás, sucos ou caldos):  2 litros( 8 a 10 copos por dia) e quantidades maiores se houver distúrbios( febre, diarréia, vômitos).
Um alimento sozinho não contém todos os nutrientes necessários para manutenção do seu organismo, por isso sua alimentação deve ser variada e seu prato colorido com alimentos de diferentes cores para se obter o máximo de nutrientes possíveis numa mesma refeição.
È o momento de valorizar sua alimentação, dando preferência aos alimentos naturais, como frutas, verduras e legumes, leite e derivados, carnes magras, peixe, frango, ovos, grãos, cereais, fibras, etc. Todos os alimentos devem sempre serem bem lavados e conservados na temperatura recomendada antes de consumi-los.
Não consumir frituras, carnes gordas, alimentos gordurosos, queijos amarelos, doces ricos em gordura, enlatados, defumados, embutidos, alimentos artificiais que apresentem muitos conservantes e corantes.
Para muitos pacientes a falta de apetite, pode acompanhar todo o tempo do tratamento devido aos medicamentos em uso e ao stress emocional. Algumas vezes, o fato de comer ou mesmo o cheiro de certos alimentos voltam a trazer memórias de náuseas e de mal estar. A ingestão de pequenas quantidades de líquidos ou alimentos facilmente digeríveis é uma boa maneira de começar, após um período sem comer nada. Se um determinado alimento não é eficaz, tente um outro, mas não deixe de alimentar-se, não fique muitas horas em jejum, seu organismo precisa dos nutrientes que se encontram nos alimentos. É aconselhável alimentar-se a cada 3 horas com porções pequenas.
Outras vezes ocorre o inverso, também devido a outros tipos de medicamentos ou a ansiedade, o apetite aumenta e se ganha mais peso que o recomendado. Deve-se estar consciente que não é ganhando peso que estaremos mais nutridos, podemos estar acumulando indesejáveis gorduras.O ideal é manter o peso mais próximo do normal sem deixar que ocorram muitas variações.
 
                                                                       Lucianne Barros Correia Mansani
Nutricionista

 

                                                                                                         

 


 


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